Continuar

Insper, Grupo Fleury e 3D Criar unem esforços para avaliar nacionalização de modelo de swab nasal impresso em 3D

Desenvolvido de forma colaborativa e em fase de validação de protótipos, iniciativa busca engajar interessados em colaborar com o projeto e ajudar na mitigação dos impactos da Covid-19

O Insper, o Grupo Fleury e a 3D Criar unem esforços para avaliar nacionalização de modelo de swab nasal impresso em 3D e de peça única, por meio de um projeto colaborativo que busca, em sua primeira fase, o desenvolvimento e validação de protótipos que possam vir a ser replicados em larga escala em uma segunda etapa. A iniciativa busca viabilizar uma linha adicional de abastecimento de swab nasal de peça única, espécie de cotonete utilizado na coleta de exames, incluindo os realizados para detecção do novo coronavírus.

O projeto, desenvolvido de forma colaborativa, está no final de sua primeira fase, com a avaliação de protótipos pelo Grupo Fleury e discussão sobre os pontos críticos de um protocolo de validação, assim como elementos de Compliance técnico que devem ser observados. Além da resina e da esterilização, foram avaliadas usabilidade e performance em teste de biologia molecular. Os resultados são satisfatórios e indicam um design específico de ponta a ser avaliado com mais detalhe. A segunda etapa do projeto focará nesse aspecto e discussão sobre potencial escalabilidade.

“Por meio dessa iniciativa, temos o objetivo de produzir conhecimento nacional sobre um item essencial para o diagnóstico da COVID-19, de forma colaborativa e com a disponibilização futura dos protótipos aprovados em formato open source para serem estudados e replicados”, conta Daniel Kras, gerente de Laboratório do Fab Lab do Insper.

Para Flávia Helena da Silva, gerente de Inteligência de Qualidade e Processos Médicos & Técnicos do Grupo Fleury, a iniciativa também envolve aprendizado em relação aos protocolos já existentes e à avaliação de toda a cadeia de produção. “Há vários pontos de atenção que devem ser observados para garantir a qualidade do produto e dos materiais, bem como aspectos de legislação. É um aprendizado valioso que enriquece o debate sobre a importância de termos várias linhas de abastecimento para insumos críticos do setor de saúde. Esperamos que o projeto desperte o interesse de toda a comunidade e que mais participantes possam colaborar com esse processo. A segurança e a experiência do paciente requerem conhecimentos diversos”, completa.

Histórico

De acordo com Daniel, a iniciativa surgiu após conversas com a equipe técnica do Grupo Fleury, empresa que vem pesquisando alternativas na área da saúde e que, assim como o Insper, está desenvolvendo projetos relacionados ao combate aos impactos trazidos pela COVID-19.

“O time do Fab Lab recebeu, para análise, amostras de swab encaminhadas pelo Grupo Fleury. Foi realizada uma pesquisa sobre iniciativas ao redor do mundo. As mais relevantes foram desenvolvidas com projetos proprietários, ou seja, não havia disponibilidade de arquivos de projeto para replicar, analisar ou melhorar”, explica Daniel.

A partir dessas informações iniciais, o Fab Lab integrou mais laboratórios da escola, como o de materiais e o de fabricação industrial, para desenvolver modelos de swab que fossem bons o suficiente e compatíveis com fabricação em larga escala. O time de laboratórios propôs modelos virtuais em 3D para análise dos colegas de projeto do Grupo Fleury. Foram utilizadas ferramentas como Blender e Fusion360 para modelagem, softwares com acesso livre para compartilhamento de projetos e desenvolvimento dentro da comunidade maker.

Os modelos virtuais em 3D, após validação do Grupo Fleury, seguiram para avaliação do fornecedor parceiro 3D Criar, que trouxe contribuições ao desenho e ofereceu-se, por meio de doação, como responsável pela prototipagem das amostras.

O resultado das primeiras impressões 3D dos swabs com desenho nacional está em fase de avaliação pelo Grupo Fleury. “Enquanto isso, seguimos avaliando os custos de desenvolvimento do projeto em larga escala para um segundo momento”, conta Daniel.

Os interessados em saber mais sobre o Projeto Swab podem entrar em contato com o Fab Lab clicando aqui.

Imprimir